Mais uma do Gigante das pesquisas, Google está próximo de energia limpa barata

O Google está se aproximando de sua meta de produzir energia renovável a preço inferior ao do carvão.

 Entretanto, os EUA precisam ampliar as pesquisas significativamente e assumir riscos muito maiores se desejam transformar a energia alternativa em produto comercialmente viável, disse o executivo do gigante das buscas Bill Weihl.

O Google anunciou no final de 2007 que investiria em empresas e conduziria pesquisas próprias para a produção de energia renovável a preço acessível (inferior ao do carvão), em prazo de alguns poucos anos.

 A empresa caracterizou a decisão como um esforço filantrópico de combate à mudança climática. O trabalho está sendo conduzido pela unidade Google.org e os investidores da companhia se beneficiarão de quaisquer avanços obtidos. 

A história da busca de energia barata e limpa pela empresa se tornou um fenômeno instantâneo e o CEO do grupo, Eric Schmidt, já debateu com o presidente americano, Barack Obama, sobre a recuperação econômica e empregos ecológicos.

Weihl disse que as probabilidades de sucesso aumentaram nos últimos 12 meses. Agora, ele acredita que exista a possibilidade de demonstrar uma tecnologia funcional em prazo de poucos anos.

As chances agora são de mais ou menos 50%”, declarou. “Dentro de três anos, podemos ter usinas de múltiplos megawatts em operação.” 

A empresa realizou investimentos em energia eólica e geotérmica avançada, mas os engenheiros do Google estão concentrando suas atenções na energia térmica solar, um processo no qual a energia do sol é utilizada para aquecer uma substância que gera vapor para acionar uma turbina. Espelhos focalizam os raios do sol na direção da substância a ser aquecida.  Em contraste, as células solares fotovoltaicas, a forma mais comumemente usada de energia solar, transformam os raios do sol em eletricidade de forma direta. 

 Nós estamos buscando modos baratos de se conseguir temperaturas muito mais altas e também fazer os heliostatos, campos de espelhos que acompanham o sol, refletirem o sol, mantendo a tecnologia focada na meta que estamos tentando atingir –torná-los muito, muito mais baratos. E eu acho que fizemos um progresso realmente interessante nos últimos seis a nove meses“, afirmou Weihl.

 O investimento do Google por enquanto foi modesto. A companhia injetou menos de 50 milhões de dólares em companhias iniciantes que trabalham com energia limpa, enquanto os esforços do grupo de Weihl provavelmente alcançam cerca de 10 milhões ou 20 milhões de dólares. Lançar tecnologia em larga escala, contudo, não será barato, o executivo destacou.

Se o teste do projeto for bem sucedido, “veremos se nós em conjunto com outras pessoas estamos preparados para financiar instalações maiores, muito maiores, ou se nós queremos levar mais alguns anos de experiência antes de realmente começarmos a aumentar a escala“, disse Weihl.

Como sociedade nós precisamos de muito mais, e precisa ser sustentado“, afirmou ele, chamando os recentes financiamentos do orçamento de estímulo econômico dos EUA de um bom começo.

 O carvão é abundante e barato nos EUA e na China, o que o torna uma fonte importante de energia e de dióxido de carbono que contribui para o aquecimento global. Então, ao produzir energia livre de carbono por menos do que o preço do carvão é visto como um estímulo para o sucesso da indústria de energia renovável.

 Parte do processo de desenvolvimento são becos sem saída, explicou Weihl. Daqui a alguns anos, investidores devem dizer a si mesmos que, olhando para trás, parte dos esforços não foram produtivos. 

Se nós não estamos dizendo isso sobre algumas coisas, então não estamos tomando os riscos que precisamos tomar para realmente encontrarmos as inovações necessárias“, disse ele.

Fonte: Info

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